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24/04/14

Conferência da Profa. Doutora Orquídea Moreira Ribeiro (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro) sobre "Cultura e tradição: o universo feminino na obra de Mia Couto" na quinta-feira, dia 27 de fevereiro de 2014 no auditório da Facultade de Filoloxía e Tradución. 



A apresentação da conferenciante e a parte de perguntas podem ser visualizadas aqui.
Mais informação sobre Mia Couto pode ser encontrado aqui.

24/02/14

Conferência sobre Mia Couto

Na quinta-feira, dia 27 de fevereiro de 2014, às 13:00 horas, a Prof. Doutora Orquídea Moreira Ribeiro da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, oferecerá uma conferência sobre
"Cultura e tradição: o universo feminino na obra de Mia Couto" 
no auditório da Facultade de Filoloxía e Tradución. 

Abundante informação sobre a vida e obra do escritor moçambicano, incluindo leituras orientadas das suas obras, pode ser encontrado aqui

Obras de Mia Couto no Google Livros.
Estudos sobre Mia Couto no Google Académico.
Sobre Mia Couto em The Post-colonial Literature os Lusophone Africa (ed.  por Patrick Chabal).

Longa entrevista ao escritor moçambicano no programa Roda Viva, talk-show da TV Cultura no Brasil (transmitido no dia 05/11/2012:

   

Mais posts sobre o Moçambique no blogue.

26/10/10

Colonialismo e tabagismo à portuguesa

No sábado passado, a escritora Isabela Figueiredo publicou no seu blogue um excelente post sobre a "Colonização à portuguesa", cuja leitura recomendo vivamente. Não conheço melhor explicação em tão poucas palavras - e acompanhada de um acertado excerto de Mia Couto como exemplificação literária - daquilo que, dentro e fora de Portugal, ainda se continua a vender como um colonialismo mais brando e suave, em comparação com os outros. Enfim, como se Portugal tivesse inventado a mestiçagem de raças e a transferência intercultural. O post da Isabela fez-me lembrar, entre muitas outras coisas, uma marca de cigarros sem filtro que os mais atrevidos fumávamos na adolescência, apesar de ter sido um tabaco realmente ruim. A nossa iniciação no tabagismo à portuguesa guardava involuntárias semelhanças tanto com o colonialismo, como também com a saudade que uma parte da sociedade portuguesa ainda cultiva em relação a este. Sem conhecer ainda a célebre definição da saudade, já postulada por D. Duarte, sentíamos, simultaneamente, "nojo, tristeza e prazer" ao fumar aquilo. Era preciso ter uma grande capacidade de dissimulação e de desenrascanço para fazer crer ao resto da malta que se aguentava e, até, que se gramava o "Português suave"!  Suave na etiqueta, mas afinal sem filtro, essa talvez seria outra micro-definição do 'colonialismo à portuguesa'.

27/09/10

Mia Couto adaptado ao cinema

O romance O Último Voo do Flamingo (2000), de Mia Couto, foi adaptado ao cinema por João Ribeiro, numa co-produção internacional (Portugal, Moçambique, Espanha, França e Brasil). A estreia foi há duas semanas em Lisboa. Este é o segundo filme inspirado na obra do autor moçambicano, depois de, em 2007, a realizadora portuguesa Teresa Prata ter adaptado Terra sonâmbula (1992).
A história do filme começa numa pequena localidade do interior de Moçambique onde, alguns meses após o fim da guerra civil, ocorrem cinco explosões de que restam apenas pénis decepados e capacetes azuis. O filme retrata o país dilacerado do início da década de 90, que parece estar entregado à ideia: seremos para sempre escravos, só mudam os senhores. Mas também ganha grande atualidade com a recente revolta popular em Moçambique por causa do preço do pão (mais informação aqui, aqui ou aqui.