10/05/13

Conferência-Concerto de Sérgio Tannus

Na segunda-feira, dia 13 de maio de 2013, terá lugar, às 12:00 horas no auditório ('Salón de Actos') da Facultade de Filoloxía e Tradución da Universidade de Vigo uma conferência-concerto do músico brasileiro Sérgio Tannus, relacionado com o seu álbum recente Som Brasilego.
A actividade será organizada pelo Grupo de Análise e Estudo da Literatura e de Tradutoloxía, o Departmento de Filoloxía Galega e Latina e financiada pela Vicerreitoría de Extensión Universitaria da Universidade de Vigo.
Sérgio Tannus é um dos mais completos artistas da safra brasileira. Virtuoso em instrumentos variados, como violões, guitarra, baixo, cavaquinho, bandolim e percussões, começou a tocar desde cedo, quando tinha oito anos. Autodidata, o músico se aperfeiçoou na busca por novas sonoridades, aliadas às influências e estilos universais, sem, entretanto, deixar de lado a sua brasilidade.
Cidadão do mundo, morador da cidade de Niterói-RJ desde seus 7 anos, o artista nascido em Itaperuna, atualmente vive em Santiago de Compostela, na Galiza, Espanha,onde vem divulgando o seu trabalho solo em vários países da Europa. No show Múltiplos Caminhos (nome do CD instrumental), além de cantar e tocar composições próprias apresenta o trabalho de uma nova geração de compositores, podendo-se destacar Fred Mertins, Marcelo Diniz e Lenine. No palco, acompanhado pelo pianista Serginho Sales e o percusionista Paulo Lima, nos quais faz um trio, Tannus revela essa diversidade musical ao executar inúmeros instrumentos em ritmos variados. Como resultado deste brilhante trabalho conquistou grande repercussão na Europa.
No Brasil, essas multifacetas do artista possibilitaram-lhe uma ampla atuação como instrumentista e arranjador em CD’s marcantes, entre eles, Vício Elegante, de Belchior; Combustível e Quero Mais, de Lilian França; Sexo Puro, de Suley Mesquita; das Batuko Tabanka, cantoras de Cabo Verde e Da miña Xanela á túa das Malvela – esses dois últimos resultantes de sua turnê pela Europa-. Tannus também esteve presente, como músico e arranjador, em vários concertos dirigidos por Maurício Sherman (televisivos), na abertura do show de Gilberto Gil, em Angra dos Reis, além de acompanhar muitos artistas, como Suely Mesquita, Chico César, Pedro Luis e a Parede, Rita Ribeiro, Zélia Duncan, Paulinho Moska e Fernanda Abreu.
Não deixando de lado o aspecto humanístico da sua carreira, Sérgio Tannus há mais de 17 anos dedica-se ao trabalho solidário em obras sociais destinadas a crianças carentes. Essa sua postura socialmente responsável rendeu-lhe a inspiração para compor mais de 40 canções infantis, executadas em Escolas do Brasil e do exterior. Em 2011 participou na gravação do disco de Uxía, “Meu Canto” nos estúdios da editora Biscoito Fino, no Rio de Janeiro. (cf. I Encontro de Escritores da Lusofonia).

Algumas das suas canções estão disponíveis aqui.
Apresentação do seu novo CD na Casa das Crechas em Compostela:

23/04/13

Exposição “25 de Abril | Imagem e Texto”

Desde a semana passada, na Faculdade de Filologia e Tradução da Universidade de Vigo, pode ser visitada uma exposição com o título “25 de Abril | Imagem e Texto”.
Com esta exposição, programada até finais de abril, pretendemos antecipar-nos às actividades do quadragésimo aniversário da Revolução dos Cravos de 1974, que terá lugar em 2014.
Por enquanto, a nossa intenção é a divulgação do conhecimento sobre este período decisivo da história portuguesa recente entre estudantes, e outro público interessado da Universidade de Vigo, através de:
  • exemplos iconográficos (cartazes políticos originais),
  • biografias sintetizadas de partidos políticos e de algumas personagens destacadas,
  • uma seleção de livros e revistas de temática relacionada,
  • uma cronologia dos acontecimentos entre 1958 e 1976 e
  • uma seleção de poemas emblemáticas sobre a própria revolução e a identidade portuguesas.
O momento pareceu-nos apropriado, uma vez que nas manifestações portuguesas dos últimos três anos, desencadeadas pela crise, reapareceram com força certas ideias e elementos relacionados com a Revolução de Abril, nomeadamente, a canção “Grândola, vila morena” de José Afonso.
Por isso, a nossa documentação inclui, também, alguns exemplos poéticos e outras referências de actualidade.
Naturalmente, esta exposição só pode oferecer uma visão parcial da grande diversidade dos aspectos relacionados com esta revolução: iconográficos, historiográficos, literários e de recepção cultural em geral. Porém, também contámos com o apoio de estudantes de várias turmas de Língua Portuguesa da Faculdade e que compuseram uma série de textos sobre temas deste momento histórico.
Convidamos a toda a gente que visita esta exposição de passar pelos três espaços, nos quais esta se desenvolve: o hall da biblioteca, a própria biblioteca e o hall principal deste pavilhão. Podem levar poemas e outros textos, deixar comentários no livro de visitas ou, também, realizar um graffiti no quadro disponibilizado para este fim.
Aqui oferecemos ainda algumas fotografias da exposição e uma selecção dos textos expostos:




07/04/13

Azagaia: "Música de intervenção rápida"


O blogue "Estudos Lusófonos" continua com informação cultural sobre o Moçambique, iniciada em novembro do ano passado.
Segundo o Expresso, o músico moçambicano Azagaia acaba de lançar um tema (cf. infra) em que reage à carga policial de há um mês, em Maputo, contra os desmobilizados de guerra. Azagaia (Edson da Luz) é um rapper moçambicano, autor do polémico álbum Babalaze, e de hits como "Povo no Poder" e "Combatentes da Fortuna". A sua música está ligada à crítica social e política (cf. o site de Azagaia no Facebook). Segundo o Rolling Stone Brasil, Azagaia é o músico moçambicano mais conhecido no país e, aos poucos, começa também a ficar conhecido fora dele e "sua música foi fortemente influenciada pelo rap brasileiro, sobretudo Gabriel O Pensador" que, segundo o próprio Azagaia, "foi decisivo para eu decidir me tornar um rapper. Gostava da maneira como ele brincava com tudo e comecei a pensar que podia fazer algo parecido, adaptado ao meu contexto.”
 
Azagaia: "Música de intervenção rápida"


Azagaia: "As verdades":


13/03/13

Literatura Moçambicana em Conferência

Na quinta-feira, dia 14 de março, o professor moçambicano Félix Filimone F. Tembe irá oferecer, no Auditório da Faculdade de Filologia e Tradução da Universidade de Vigo ('Salón de Actos', às 12:00 horas), uma conferência sobre:

"Literatura Moçambicana: 
Uma trajetória que se funde e se confunde 
com a história do país"


Outras temas moçambicanos neste blogue:

Em novembro do ano passado, o professor Gervásio Absolone Chambo tinha falado, na nossa Faculdade, sobre o "Mosaico Etno-cultural e linguístico do Moçambique". A conferência pode ser visualizada na UVigo TV.

Veja também:

17/01/13

Uma comparação (im)possível entre Lupe Gómez e Adília Lopes

Ana Bela Simões de Almeida Burghard Baltrusch (2007):


In Helena González & María Xesús Lama (eds.): «Mulleres en Galicia» e «Galicia e os outros pobos da Península». Actas do VII Congreso Internacional de Estudios Galegos. Sada-A Coruña: Edicións do Castro, AIEG & Universitat de Barcelona, 299-311:




Recensão de Penélope Pedreira, “Un ruralismo simplista”, que foi publicada em 2001 na antiga versão de O Xinasio de Academo (http://www.ctv.es/Users/mforca/Revista), consulta do 4 de abril de 2003) e que aqui recuperámos:


25/11/12

Homenagem a Zeca Afonso no Théâtre de la Ville

Concerto de homenagem a Zeca Afonso no Théâtre de la Ville em Paris no dia 21 de novembro de 2012. Com direcção musical de Júlio Pereira (mandolim, guitarra e voz), acompanhado por Miquel Vera (guitarra, voz), Marcos Alves (percussão) e Yara Gutking (piano, sintetizadores), o espectáculo conta também com a participação de João Afonso, Mayra Andrade e António Zambujo:
 

Pour José Afonso, revoir le concert live sur... por Mediapart

Fonte: Mediapart

20/11/12

Documentário sobre Luanda: Oxalá cresçam pitangas

Oxalá cresçam pitangas (2007, 62')

Dirigido por Ondjaki & Kiluanje Liberdade

Salão de Actos da Facultade de Filoloxía e Tradución
22/11/2012  - 12h 
 

Documentário dirigido pelo escritor angolano Ondjaki e pelo cineasta, também angolano Kiluanje Liberdade. 
O documentário propõe uma viagem por Luanda, independente de Portugal há mais de 30 anos. Através dos 10 personagens descobrimos ocruzamento de várias realidades e gente de todas as províncias a formar um elo com o resto do mundo. 
Em sua completude vemos formas de viver e de interpretar a cidade de Luanda.

Mais informação sobre Ondjaki e Angola:
http://estudoslusofonos.blogspot.com.es/search/label/Ondjaki



Mais informação sobre o filme:
http://www.marfilmes.com/pt/africadocs/oxala+crescam+pitangas.htm