26/01/18
As primeiras cineastas portuguesas
"CINCO PIRILAMPOS À SOMBRA - alguns apontamentos sobre as primeiras cineastas portuguesas", de David Gonçalves da Cruz:
Edição comentada do "Manifesto Antropófago" de Oswald de Andrade
Edição comentada do "Manifesto Antropófago" de Oswald de Andrade, realizada por Manuel Vilaboa:
22/01/18
22/11/17
Sete Pecados Rurais
Vencedora em
quatro categorias da primeira edição dos Prémios Áquila - melhor ator principal
(João Paulo Rodrigues), melhor filme, melhor atriz principal (Melânia Gomes) e
melhor realizador (Nicolau Breyner)-; 7 Pecados Rurais foi o principal
protagonista da edição de 2014 destes galardões que premiam a televisão e
cinema portugueses.
Este filme de
2013 da companhia Cine Cool / Cinemate é uma versão cinematográfica do programa
da RTP1 Telerural que exemplifica,
de jeito hiperbólico, alguns
preconceitos (infelizmente) evidentes na nossa sociedade, ainda que esta
situação vai mudando pouco a pouco.
O filme começa
com os protagonistas a caminho da central de camionagem para recolher as primas
que chegam à aldeia de Curral de Moinas desde Lisboa e com as quais costumavam
manter relações sexuais cada vez que elas visitavam a aldeia.
No caminho têm
um acidente e morrem. Chegam ao céu e Deus diz-lhes que para voltarem à terra
não podem cometer nenhum dos sete pecados capitais. Eles aceitam mas não sabem
quais são os sete pecados dos que fala Deus e pecam constantemente.
São dois os
pontos que gostava de analisar: a visão que os habitantes da aldeia têm dos
habitantes da cidade e vice-versa; e a visão que os cidadãos têm da Igreja e da
religião cristã.
Quanto ao
primeiro ponto, observamos neste filme preconceitos como os seguintes: nas
aldeias a gente não se lava, são brutos, violentos, mais feios, tolos e
bêbedos. Não andam depilados como os da cidade (sentem nojo dos cidadãos da
cidade porque se depilam) e andam desesperados à procura de sexo. Em geral são
mais selvagens que os da cidade, mas é curioso ver como alguns habitantes da
cidade (as primas) preferem a vida na aldeia; estão ``fartas´´ da cidade.
Quanto ao segundo
ponto, penso que qualquer pessoa (até os mais crentes), no fundo, estariam de acordo com as críticas dos
protagonistas, Quim e Zé. Reconheceriam que, em geral o desconhecimento da doutrina cristã é
grande, principalmente entre os mais jovens. Também é interessante a imagem que
os protagonistas têm do céu e que tão bem representada está no filme; e de
Deus, representado pelo ator e realizador Nicolau Breyner.
Este ``luxo´´
do céu leva os protagonistas a duvidarem e a não saberem se é melhor morrer e ir
para esse paraíso ou viverem atormentados na Terra. Porque viver sem pecar
nunca pode chegar a ser um tormento.
Está claro que
nestes momentos de crise, os portugueses, espanhóis e todo o mundo em geral
necessitam divertir-se um pouco e 7 Pecados Rurais pode ser uma boa
ajuda. Mas também pode ser perigoso que se use estes preconceitos como
instrumento. Devemos ver este filme como uma caricatura hiperbólica da
sociedade, não como um meio de propagação de preconceitos. É um filme com o que
nos devemos rir desses preconceitos,
não com os preconceitos.
(David Gonçalves da Cruz)
21/11/17
Artur Maria Afonso
Se o
maior representante de Barroso na pintura é Nadir Afonso, o seu pai, Artur
Maria Afonso é possivelmente quem melhor representa esta região na literatura.
São duas personalidades consagradas em Montalegre, Boticas e Chaves.
Artur
Maria Afonso nasceu em Montalegre em 17 de Março de 1882. Trabalhou como
aspirante de Finanças na vila de Montalegre, mestre-escola em Cambezes do Rio,
na Repartição de finanças em Odemira e Murça e foi o fundador e diretor com apenas 18
anos e ainda em Montalegre, do jornal “O Barrosão”.
Mas
foi, acima de tudo, um poeta tendo colaborado com todos os jornais que se
publicaram na região, como o Intransigente,
o Aquae Flaviae, O comércio de Chaves, o Ecos
de Chaves e a A Voz de Trás-os-Montes
de Vila Real.
Ao
longo da sua vida desenvolveu uma vasta atividade literária. Alguns exemplos
seriam: Boninas de Chaves, (1942) e Alvoradas, (1909). A título póstumo, o
filho, Lereno, promoveu a publicação de mais dois: Orações ao Vento (1982) e Auras
Perfumadas, sendo sua intenção publicar um último livro, já organizado, a
demonstrar que foi riquíssimo o espólio poético de Artur Maria Afonso. Também a
Câmara de Montalegre editou, em 1987, o Caderno Cultural n.° 8, sobre a Vida e Obra de Artur Maria Afonso,
reunindo um trabalho premiado nos Jogos Florais (II) e toda a poesia que ele
escreveu sobre Barroso, entre 1937 e 1957. A Câmara de Chaves teria uma atitude
semelhante (1993), editando um interessante opúsculo e recolhendo a poesia
dedicada a Chaves e ilustrada com vários trabalhos pictóricos (a cores) do
filho Nadir Afonso. A esse opúsculo chamou A
Terra dos meus amores.
Faleceu
em Chaves na sua residência, em 2 de Julho de 1961.
Pode-se encontrar
mais informação nos seguintes links:
23/02/16
Michel Yakini: Literatura Brasileira Contemporânea nas Periferias de São Paulo
No dia 28 de Janeiro de 2016, realizou-se na FFT uma palestra do escritor brasileiro Michel Yakini, co-fundador do Coletivo Literário Sarau Elo da Corrente e activista do movimento de literatura das periferias de São Paulo. Oferecemos aqui o PPT da palestra e duas breves gravações de recitações do seu livro Crônicas de um Peladeiro (2014).
Michel Yakini também publicou "Desencontros" (contos, 2007), "Acorde um verso" (poesia, 2012) e "Crônicas de um Peladeiro" (crônicas, 2014). Participou de diversas publicações e antologias: Pelas Periferias do Brasil. Volume I (2007 – Org. Alessandro Buzo. Suburbano Convicto Edições), Revista Grap (Grafismo e Poesia, 2007 – Unika Produções), Cadernos Negros. Volume 30, 32 e 36 (Contos, 2007, 2009 e 2013 – Org. Marcio Barbosa e Esmeralda Ribeiro. Quilombhoje), Sarau Elo da Corrente –Prosa e Poesia Periférica (2008 –Org. Michel da Silva e Raquel Almeida. Elo da Corrente Edições), Negrafias – Literatura e Identidade, Volumes I e II (2008/2009 –Org. Marciano Ventura. Ciclo Continuo) Antologia Sarau da Brasa, Volumes I e II (2009, 2010 –Org. Coletivo Cultural Poesia na Brasa), Do Luto a Luta, 2011 – Org. Mov. Mães de Maio. Antologia Sarau Perifatividade (2012, Coletivo Perifatividade), Antologia Sarau da Ademar (2012, Coletivo Sarau da Ademar) e Pode pá q é nois q tá (Antologia, 2012, Edições Mesquiteiros).
Mais informação em http://www.michelyakini.com/
Michel Yakini também publicou "Desencontros" (contos, 2007), "Acorde um verso" (poesia, 2012) e "Crônicas de um Peladeiro" (crônicas, 2014). Participou de diversas publicações e antologias: Pelas Periferias do Brasil. Volume I (2007 – Org. Alessandro Buzo. Suburbano Convicto Edições), Revista Grap (Grafismo e Poesia, 2007 – Unika Produções), Cadernos Negros. Volume 30, 32 e 36 (Contos, 2007, 2009 e 2013 – Org. Marcio Barbosa e Esmeralda Ribeiro. Quilombhoje), Sarau Elo da Corrente –Prosa e Poesia Periférica (2008 –Org. Michel da Silva e Raquel Almeida. Elo da Corrente Edições), Negrafias – Literatura e Identidade, Volumes I e II (2008/2009 –Org. Marciano Ventura. Ciclo Continuo) Antologia Sarau da Brasa, Volumes I e II (2009, 2010 –Org. Coletivo Cultural Poesia na Brasa), Do Luto a Luta, 2011 – Org. Mov. Mães de Maio. Antologia Sarau Perifatividade (2012, Coletivo Perifatividade), Antologia Sarau da Ademar (2012, Coletivo Sarau da Ademar) e Pode pá q é nois q tá (Antologia, 2012, Edições Mesquiteiros).
Mais informação em http://www.michelyakini.com/
19/01/16
A revista ORPHEU fez 100 anos
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