Produção da RTP sobre Os Lusíadas de Luís de Camões para série "Grandes Livros":
Documentário que defende Camões ser o mais importante representante da cultura portuguesa, realizado por Hélder Macedo para o programa "Grandes Portugueses" que se emitiu na RTP em 2007:
29/09/11
21/09/11
Amanhã é quando? João Ubaldo Ribeiro: Uma "Vida Organizada" em Viena
Dentro de um ciclo de literatura brasileira na Biblioteca da Cidade de Viena (Hauptbücherei Wien), em colaboração com IX Congresso de Lusitanistas “Descobrimentos e utopias: A diversidade dos países de fala portuguesa” (14-17/IX/2011), João Ubaldo Ribeiro, um dos maiores exponentes da literatura brasileira contemporânea e membro da Academia Brasileira de Letras, leu, na sexta-feira passada, uma série de textos do seu livro Um Brasileiro em Berlim de 1993. A apresentação foi realizada pelas professoras Ute Hermanns e Kathrin Sartingen.
O seguinte vídeo reproduz a leitura da crónica "Vida organizada", originalmente publicada no diário alemão Frankfurter Rundschau (20/X/1990), durante a residência do escritor em Berlim, um ano depois da queda do muro. Embora a qualidade do vídeo seja péssima, é possível acompanhar a leitura aumentando o volume ao máximo:
Aqui reproduzimos um excerto do texto:
[...] Por exemplo, um alemão que saiba português responderá sem hesitação que a palavra portuguesa "amanhã" quer dizer "morgen". Mas coitado do alemão que vá para o Brasil acreditando que, quando um brasileiro diz "amanhã", está realmente querendo dizer "morgen". Raramente está. "Amanhã" é uma palavra riquíssima [...] [...] "Amanhã" significa entre outras coisas, "nunca", "talvez", "vou pensar", "vou desaparecer", "procure outro", "não quero", "no próximo ano", "assim que eu precisar", "um dia desses", "vamos mudar de assunto" etc. e, em excepcionalíssimos, "amanhã" mesmo. [...]
Capítulo "Vida Organizada" - Página 53 à 52 do livro "Um brasileiro em Berlim" de João Ubaldo Ribeiro
Capítulo "Vida Organizada" - Página 53 à 52 do livro "Um brasileiro em Berlim" de João Ubaldo Ribeiro
25/08/11
Os Lusíadas em audio-book
O LABORATÓRIO DE IMAGEM E SOM da Universidade Federal Fluminense iniciou o projecto OS LUSÍADAS A TODO VOLUME, no qual se apresenta uma gravação e sonorização da epopeia camoniana em 10 arquivos sonoros. Especialistas em Literatura Portuguesa realizarão leituras integrais do texto camoniano, que passará por tratamento sonoro, edição e sonoplastia. Para o Canto I, o convidado foi LUÍS MAFFEI, professor de Literatura Portuguesa da UFF e poeta.
Lusíadas Canto 1 LISUFF by Adalberto Müller
Lusíadas Canto 1 LISUFF by Adalberto Müller
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audio-books,
Camões
11/05/11
Portugal explicado às/aos Finlandesas/os
Um vídeo cheio de meias verdades, embora tenha um final surpreendentemente crítico, apresenta-se como a resposta às reticiências finlandesas de prestar ajuda financeira a Portugal:
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Portugal
09/05/11
Adília Lopes
"Louvor do lixo" (in A Mulher-a-Dias, Lisboa: &etc 2002, 13-14):
para a Amra Alirejsovic
quem não viu Sevilha não viu maravilha)
"Nunca choraremos bastante..." (in Decote da Dama de Espadas (Romances), Lisboa: Gota de Água 1988):
Entrevistas:
Transcrição de uma entrevista de Carlos Vaz Marques emitida na TSF no dia 17 de Junho de 2005: http://ofuncionariocansado.blogspot.com/2009/01/adilia-lopes-entrevista-de-carlos-vaz.html
Longa entrevista por escrito, dirigida por várias turmas da Escola Secundária José Gomes Ferreira em 2005: http://gavetadenuvens.blogspot.com/2005/09/entrevista-adlia-lopes.html
Bibliografia de Adília Lopes:
Alguma literatura crítica:
Material variado (poemas, entrevistas, recensões, artigos de índole académica): http://www.arlindo-correia.com/200301.html
Comparação entre as obras de Adília Lopes e da poeta galega Lupe Gómez: http://uvigo.academia.edu/BurghardBaltrusch/Papers/150197/Entre_o_Essencialismo_Rural_de_Fisteus_e_o_Pos-modernimso_urbano_de_Lisboa_uma_Comparacao_Im_Possivel_entre_Lupe_Gomez_e_Adilia_Lopes
Sobre alguns aspectos pós-modernos e feministas da obra: http://uvigo.academia.edu/BurghardBaltrusch/Papers/155114/Traduciendo_entre_la_entropia_y_la_subversion_la_obra_postmoderna_de_Adilia_Lopes
para a Amra Alirejsovic
quem não viu Sevilha não viu maravilha)
É preciso desentropiar / a casa / todos os dias / para adiar o Kaos / a poetisa é a mulher-a-dias / arruma o poema / como arruma a casa / que o terramoto ameaça / a entropia de cada dia / nos dai hoje / o pó e o amor / como o poema / são feitos / no dia a dia / o pão come-se / ou deita-se fora / embrulhado / (uma pomba / pode visitar o lixo) / o poema desentropia / o pó deposita-se no poema / o poema cantava o amor / graças ao amor / e ao poema / o puzzle que eu era / resolveu-se / mas é preciso agradecer o pó / o pó que torna o livro / ilegível como o tigre / o amor não se gasta / os livros sim / a mesa cai / à passagem do cão / e o puzzle fica por fazer / no chão
"Nunca choraremos bastante..." (in Decote da Dama de Espadas (Romances), Lisboa: Gota de Água 1988):
Nunca choraremos bastante / termos querido ser belas / à viva força / eu quis ser bela / e julguei que para ser bela / bastava usar canudos / pedi para me fazerem canudos / com um ferro de frisar e papelotes / puxaram-me muito pelos cabelos / eu gritei / disseram-me para ser bela / é preciso sofrer / depois o cabelo queimou-se / não voltou a crescer / tive de passar a andar com uma peruca / para ser bela é preciso sofrer / mas sofrer não nos faz forçosamente belas / um sofrimento não implica como consequência / uma recompensa / uma dor de dentes pode comover a nossa mãe / que para nos consolar sem saber de quê / nos dá um rebuçado / mas o rebuçado ainda nos faz doer mais os dentes / a consequência de um sofrimento / pode ser outro sofrimento / a causa é posterior ao efeito / o motivo do sofrimento é uma das consequências / do sofrimento / os papelotes são uma consequência da peruca
O cheiro de Deus - Recital de poesia de Adília Lopes
Adília Lopes - Nota 4
A Elisabeth foi-se embora, Adília Lopes
A Elisabeth foi-se embora
(com algumas coisas de Anne Sexton)
Eu que já fui do pequeno-almoço à loucura
eu que já adoeci a estudar morse
e a beber café com leite
não posso passar sem a Elisabeth
porque é que a despediu senhora doutora?
que mal me fazia a Elisabeth?
eu só gosto que seja a Elisabeth
a lavar-me a cabeça
não suporto que a senhora doutora me toque na cabeça
eu só venho cá senhora doutora
para a Elisabeth me lavar a cabeça
só ela sabe as cores os cheiros a viscosidade
de que eu gosto nos shampoos
só ela sabe como eu gosto da água quase fria
a escorrer-me pela cabeça abaixo
eu não posso passar sem a Elisabeth
não me venha dizer que o tempo cura tudo
contava com ela para o resto da vida
a Elisabeth era a princesa das raposas
precisava das mãos dela na minha cabeça
ah não haver facas que lhe cortem o
pescoço senhora doutora eu não volto
ao seu anti-séptico túnel
já fui bela uma vez agora sou eu
não quero ser barulhenta e sozinha
outra vez no túnel o que fez à Elisabeth?
a Elisabeth foi-se embora
é só o que tem para me dizer senhora doutora
com uma frase dessas na cabeça
eu não quero voltar à minha vida
Papopoético 90 - Adilia Lopes
Entrevistas:
Transcrição de uma entrevista de Carlos Vaz Marques emitida na TSF no dia 17 de Junho de 2005: http://ofuncionariocansado.blogspot.com/2009/01/adilia-lopes-entrevista-de-carlos-vaz.html
Longa entrevista por escrito, dirigida por várias turmas da Escola Secundária José Gomes Ferreira em 2005: http://gavetadenuvens.blogspot.com/2005/09/entrevista-adlia-lopes.html
Bibliografia de Adília Lopes:
- Um Jogo Bastante Perigoso (Ed. autora, 1985)
- A Pão e Água de Colónia (Frenesi, 1987)
- O Marquês de Chamilly (Kabale und Liebe) (Hiena, 1987)
- O Decote da Dama de Espadas (INCM, 1988)
- Os 5 Livros de Versos Salvaram o Tio (Ed. autora, 1991)
- O Peixe na Água (& etc, 1993)
- A Continuação do Fim do Mundo (& etc, 1995)
- A Bela Acordada (Black Sun Editores, 1997)
- Clube da Poetisa Morta (Black Sun Editores, 1997)
- O Poeta de Pondichéry seguido de Maria Cristina Martins (Angelus Novus, 1998)
- Florbela Espanca espanca (Black Sun Editores, 1999)
- Sete rios entre campos (& etc, 1999)
- Irmã Barata, Irmã Batata (Angelus Novus, 2000)
- Obra (Mariposa Azual, 2000)
- A Bela Acordada (Mariposa Azual, 2001)
- Quem Quer Casar Com a Poetisa? (Quasi, 2001)
- César a César (& etc, 2003)
- Poemas Novos (& etc, 2004)
- Caras Baratas (Relógio D'Água, 2004)
- Le Vrai La Nuit - A Árvore Cortada (& etc, 2006)
- Caderno (& etc, 2007)
- Apanhar Ar (Assírio&Alvim 2010)
Alguma literatura crítica:
Material variado (poemas, entrevistas, recensões, artigos de índole académica): http://www.arlindo-correia.com/200301.html
Comparação entre as obras de Adília Lopes e da poeta galega Lupe Gómez: http://uvigo.academia.edu/BurghardBaltrusch/Papers/150197/Entre_o_Essencialismo_Rural_de_Fisteus_e_o_Pos-modernimso_urbano_de_Lisboa_uma_Comparacao_Im_Possivel_entre_Lupe_Gomez_e_Adilia_Lopes
Sobre alguns aspectos pós-modernos e feministas da obra: http://uvigo.academia.edu/BurghardBaltrusch/Papers/155114/Traduciendo_entre_la_entropia_y_la_subversion_la_obra_postmoderna_de_Adilia_Lopes
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Adília Lopes,
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pós-modernismo
02/05/11
A utopia continua: José Saramago em entrevista de 1997
Há pouco foi colocada no youtube esta entrevista realizada em 1997 pela brasileira TV Cultura, para o programa Roda Viva, na qual se deu uma curiosa encenação com Saramago sentado no meio de um círculo de jornalistas, entre as/os quais estava a escritora Lygia Fagundes Telles:
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Lygia Fagundes Telles,
Saramago
06/04/11
Língua Portuguesa e Culturas Lusófonas num Universo Globalizado
Acabam de ser publicadas as Actas do Encontro Internacional Língua Portuguesa e Culturas Lusófonas num Universo Globalizado, que decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian do 25 ao 26 de Outubro de 2010. O pdf das Actas pode ser decarregado aqui.
Reproduzimos uma parte do índice:
Painel 1 – A língua portuguesa no mundo (Francisco Pinto Balsemão)
Para uma política de internacionalização da língua (Ana Paula Laborinho)
A maneira portuguesa de estar no mundo (Adriano Moreira)
A Língua Portuguesa no Mundo (Graça M. Gomes)
Painel 2 – Diáspora e emigração(Eduardo Lourenço)
Diáspora e emigração – sobre as comunidades portuguesas dos EUA e Canadá (Onésimo Teotónio Almeida)
Francisco Seixas da Costa
Helder Macedo
XVIII Prémio de Tradução Científica e Técnica em Língua Portuguesa FCT/UL 2010
Laureados
Bernardo Harold
João Sentieiro
Painel 3 – Valor económico da língua portuguesa
David Ferreira
Renato Borges de Sousa
Pedro Norton
Valor económico da Língua Portuguesa (Paulo Teixeira Pinto)
Painel 4 – Ciberespaço lusófono, como forma de difusão e divulgação da língua – Internet e novas tecnologias
Gilvan Müller
Afonso Camões (apresentação)
Conferência – Alberto Costa e Silva
Sessão de Encerramento
José Luis Dicenta
Isabel Alçada
Notas de Intervenção – Domingos Simões Pereira
João Sentieiro
Recomendações do Colóquio
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